Etapa 4 – Comunidade de Práticas em Educação Integral Antirracista
Criada pelo projeto da pesquisa-ação como um espaço de troca e aprendizado, a Comunidade de Práticas em Educação Integral Antirracista foi realizada entre os meses de abril e novembro de 2025, e consistiu em encontros virtuais síncronos, com propostas de aprofundamento teórico, compartilhamento de experiências e estudos, construção de processos de investigação e estratégias para fortalecer a Educação Integral Antirracista, além de promover o contato e a colaboração entre pessoas e organizações participantes.
A iniciativa envolveu representantes de Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, de escolas públicas e privadas com práticas nessa temática, de instituições de Ensino Superior, de pesquisadores na área e, ainda, organizações educativas formais e informais da sociedade civil e de movimentos sociais ligados ao Direito à Educação.
Ao todo, foram 20 horas de encontros durante oito meses, com participantes de seis cidades de três regiões do país.

A partir das primeiras experiências compartilhadas na Comunidade, surgem três campos temáticos que ajudam a categorizar as práticas educacionais antirracistas e sistêmicas do grupo.
Construindo a rede-escola: a prática de pesquisa e a produção de conhecimentos e seus saberes
“Eu sempre tive o reconhecimento de mim como indígena. Mas a partir da interdisciplinaridade da universidade e com os professores, comecei a entender que também sou uma mulher preta.”
Simirã Pataxó, estudantes da licenciatura interdisciplinar em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Políticas públicas educacionais para garantia de direitos: o que as torna sustentáveis e sistêmicas?
“Cada vez mais estou entendendo que é preciso dialogar com as escolas. E, nesses diálogos, busco provocar reflexões sobre a identidade dessa comunidade escolar.”
Olegário Gurgel, promotor de Justiça do Rio Grande do Norte
Trajetórias de vida e comunidades: Educação para Direitos, produzindo conhecimentos e novos mundos em relação
“Diversas vezes, os alunos [e alunas] não se reconhecem e nem sempre sabem de onde vieram, não conhecendo sua ancestralidade e seu passado. Eu tenho aprendido e ensinado muitas coisas que são diferentes do cotidiano pedagógico que nós vivenciamos normalmente. Ter uma visão antirracista é uma prioridade na escola.”
Tatiana Vilela, professora da disciplina Cultura, Identidade e Lugar da Escola Municipal de Ensino Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EMEF/EJA) Raul Pila, de Campinas (SP)