Atuação Sistêmica

Pesquisa-ação

Etapa 3 – Cocriação da metodologia nos territórios

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A criação do Mapa Sistêmico serviu como base para o desenvolvimento de vivências da pesquisa-ação em dois territórios brasileiros: Soledade, no Rio Grande do Sul, e Conceição da Barra, no Espírito Santo. 

Apesar de contarem com similaridades, cada localidade possui características únicas, que deveriam ser consideradas na definição do caminho a ser construído e experimentado na pesquisa-ação nos municípios.

Desde os diálogos iniciais com cada uma das cidades até a chegada da equipe de pesquisa-ação aos territórios, o processo buscou assegurar momentos participativos e de escuta, nos quais o levantamento das principais demandas e desafios locais se encontrava sempre com o desenho das possibilidades para endereçar tais questões.

A partir dessa perspectiva dialógica, Soledade atuou na construção de seu próprio Mapa Sistêmico, enquanto Conceição da Barra passou por um processo de letramento racial e de gênero, resultando na elaboração de um protocolo de prevenção e enfrentamento ao racismo e sexismo na rede de ensino.

Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul

Mapa dos participantes

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  • EMEF Drº Mário Vello Silvares (Conceição da Barra/ES)
    EMEF Profª Deolinda Lage (Conceição da Barra/ES)
    Secretaria de Municipal de Educação de Conceição da Barra (Conceição da Barra/ES)
  • CRAS de Soledade (Soledade/RS)
    EMEF Amélio Fammam (Soledade/RS)
    EMEF Ângelo Guerra (Soledade/RS)
    EMEF Dr. José Atílio Lira (Soledade/RS)
    EMEF Dr. Valdemar Rocha (Soledade/RS)
    EMEF João Batista (Soledade/RS)
    EMEF Joaquim Mariano Pinto (Soledade/RS)
    EMEF José de Anchieta (Soledade/RS)
    EMEF Nossa Senhora da Soledade (Soledade/RS)
    EMEF Santa Marta (Soledade/RS)
    EMEF Santo Antônio (Soledade/RS)
    EMEF São Luiz Gonzaga (Soledade/RS)
    Secretaria de Educação e Cultura de Soledade (Soledade/RS)

Conceição da Barra (ES)

Desde 2007, a rede de Conceição da Barra, no Espírito Santo, desenvolve um trabalho voltado para as relações raciais orientado pela Comissão Permanente de Estudos Afro-Brasileiros (CEAFRO) do município. A presença da CEAFRO durante todos esses anos demarca a luta por tornar as relações raciais algo vivo e contínuo nos currículos das escolas do território e por fortalecer essa agenda na política pública.

 

Ao introduzir a pesquisa-ação em seu território e dar início a um processo de letramento racial e de gênero com toda a equipe técnica, a rede reforçou o compromisso com a prevenção e o enfrentamento ao racismo e sexismo.

 

As ações tiveram início em 2024 e, como primeiro passo, a equipe trabalhou para identificar, conjuntamente, as principais demandas da rede quanto às relações étnico-raciais e de gênero, criando-se um mapa de desafios e potenciais existentes no trabalho desenvolvido.

 

A análise desse mapeamento de demandas da rede levou à priorização do desenvolvimento de protocolos de prevenção e enfrentamento às discriminações raciais e de gênero, ao longo de 2025. Nesse contexto, a rede compreende que era fundamental que as escolas tivessem suporte na identificação de casos de racismo e sexismo, assim como nas práticas de acolhimento e cuidado com as vítimas, e nos encaminhamentos adequados.

 

 

Soledade (RS)

A escolha por Soledade, no Rio Grande do Sul, para experimentar o Mapa Sistêmico não foi ao acaso. Em 2019, ela foi a 16ª cidade brasileira e a quinta no Estado do Rio Grande do Sul a entrar para a lista da Associação Internacional de Cidades Educadoras. Tudo isso foi resultado de um processo de gestão e formação democrática, que serviu como base para o trabalho com a equipe da pesquisa-ação.

 

Entre as ações desenvolvidas, esteve a construção de um diagnóstico robusto, com ampla participação de pessoas de diferentes setores. A elaboração do Mapa Sistêmico em Soledade aconteceu a partir de 2023, considerando as práticas de Educação Integral da localidade, além de um mapeamento das prioridades e dos desafios do território.

 

Com isso, foram desenvolvidas novas iniciativas na cidade, como os Laboratórios de Pesquisa – espaços educativos de reflexão e investigação –, e outros movimentos, como a Rede de Cartas, que promoveu a troca de correspondências entre escolas de Soledade, de Campinas e de Valinhos, no Estado de São Paulo.